Medidas provisórias enviadas ao Congresso dificultam acesso aos benefícios. Governo quer economizar R$ 18 bilhões ao ano

Juca Guimarães
juca.guimaraes@diariosp.com.br

Carol Rocha
carol.rocha@diariosp.com.br

O acesso a benefícios como seguro-desemprego e pensão por morte ficará mai difícil a partir de agora. A presidente Dilma Rousseff vai enviar hoje para o Congresso uma MP (Medida Provisória) com ajustes nas despesas do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e da Previdência Social. O anúncio foi feito ontem pelo ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

As mudanças atingem ainda o abono salarial, o seguro-desemprego dos pescadores artesanais e o auxilio-doença. O governo estima uma redução nos gastos de R$ 18 bilhões ao ano, já em 2015. As mudanças não serão retroativas e atingem apenas os beneficiários de agora em diante.

Para o recebimento do abono salarial, a carência passa a ser de seis meses, em vez de um mês. Além disso, o pagamento passa a ser proporcional aos meses trabalhados, como ocorre com o 13 salário.

A carência para receber o seguro desemprego pela primeira vez também será ampliada dos atuais seis meses para 18 meses. Na segunda solicitação, será preciso ter trabalhado ao menos um ano e da terceira solicitação em diante, seis meses.

No caso da pensão por morte, o trabalhador terá de ter contribuído para a Previdência por dois anos para que seus dependentes tenham direito ao auxílio. Hoje basta um mês de contribuição. A exceção é morte por acidente de trabalho ou por doença relacionada ao trabalho. Para o conjugue, é preciso ter comprovado casamento ou união estável por no mínimo dois anos e o pagamento passa a ser proporcional (veja ao lado).

Para o auxílio doença, a empresa terá de pagar um mês de salário do funcionário afastado, ao contrário dos 15 dias atuais. Depois desse período a Previdência arcará com a despesa.

Para os pescadores artesanais, o seguro terá diversas mudanças, entre elas a proibição do acúmulo de benefícios e carências maiores.

Além dos ministros, representantes de centrais sindicais também participaram da reunião ontem.

Proposta leva em conta regras de outros países

As mudanças feitas pelo governo nas regras da pensão por morte foram baseadas em um estudo que comparou a concessão do benefício em outros 132 países. De acordo com o levantamento, a falta de limites na política atual de concessão da pensão por morte contribui para a elevada despesa do INSS. Em 2006, o governo pagou cerca de R$ 39 bilhões em pensões. Quatro anos depois, em 2010, o valor foi de R$ 62,8 bilhões: alta de 61%. No ano passado, o gasto total chegou a R$ 86,5 bilhões, mais que o dobro pago em 2006. No estudo do governo, dos 132 países pesquisados, 54 deles têm regra de idade mínima para a concessão da pensão. Em relação ao tempo de casamento ou de união estável, 40 países fazem algum tipo de limitação. Até agora o Brasil não tinha nenhum limite de idade mínima da viúva ou do tempo mínimo de casamento (ou união civil estável). Outro ponto pesquisado pelo governo foi a regra de cancelamento da pensão em caso de novo casamento. Dos 132 países, 72 cortam o benefício se a viúva casar novamente. Por enquanto, no Brasil, um novo matrimônio não cancela a pensão.

Com Agência O Globo

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 30/12/2014 DO DIÁRIO DE S.PAULO


Reajuste da SPTrans entra em vigor no dia 6. Estudantes da rede pública e de nível superior com Prouni, Fies ou cotas raciais ou sociais terão tarifa zero

Carol Rocha
carol.rocha@diariosp.com.br

A tarifa de ônibus na capital vai subir de R$ 3 para R$ 3,50 a partir de 6 de janeiro, informou a Prefeitura. O prefeito Fernando Haddad (PT) comunicou à Câmara Municipal, ontem, mas o reajuste não precisa de aprovação da Casa. De acordo com a administração municipal, 8% dos usuários vão pagar a tarifa reajustada.

A tarifa dos bilhetes únicos 24 horas, semanal e mensal continuará em R$ 3. Alunos da rede pública de educação, do ciclo básico (fundamental e médio), estudantes de nível superior com Prouni, Fies ou cotas raciais ou sociais terão isenção da tarifa no ônibus. Segundo a Prefeitura, 505 mil alunos (360 mil da rede pública e 145 mil da privada) serão beneficiados.

No comunicado à Câmara, a Secretaria Municipal de Transportes informa que o governo do estado se comprometeu a aplicar os mesmos reajustes nos trens do Metrô e da CPTM, além de manter a mesma tarifa nos bilhetes únicos temporais de integração. O valor do bilhete único integrado com o Metrô e os trens da CPTM será de R$ 5,45.

TRILHOS/ Mais cedo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) havia confirmado o aumento nas tarifas da CPTM e do Metrô, sem especificar o percentual. No entanto, Alckmin afirmou que era favorável ao reajuste abaixo da inflação – se o índice fosse levado em consideração, o bilhete iria para R$ 3,75.

Em junho de 2013, o aumento de R$ 0,20 na tarifa de ônibus, trens e Metrô causou uma série de protestos populares que se estenderam pelo país. Com a pressão popular, governo e Prefeitura voltaram atrás e mantiveram o bilhete em R$ 3.

TÁXI/ A Secretaria Municipal de Transportes autorizou 9,8% de reajuste para os táxis. A partir de 6 de janeiro, a bandeirada comum passa de R$ 4,10 para R$ 4,50. A tarifa horária não aumentou e permanece R$ 33.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 27/12/2014 DO DIÁRIO DE S.PAULO


Prefeitura vai devolver R$ 169 milhões de impostos pagos a mais em 2014 por 454 mil contribuintes

Carol Rocha
carol.rocha@diariosp.com.br

Em julgamento ontem, o Órgão Especial do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) considerou constitucional a lei municipal que reajusta a Planta Genérica de Valores, usada para calcular o IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) na capital.

Com a derrubada da liminar que suspendeu o aumento do imposto no final do ano passado, a Prefeitura poderá, agora, aplicar o reajuste em 2015 de até 20% para imóveis residenciais e até 35% para os comerciais. Cabe recurso da decisão.

A administração municipal garantiu que não vai cobrar o imposto de forma retroativa, e o aumento será feito com base nos valores pagos em 2013.

A lei também estipula isenção para 3,1 milhões de imóveis com valor venal igual ou inferior a R$ 90 mil, imóveis de baixo padrão com valor venal entre R$ 90 mil e R$ 160 mil e de aposentados que ganham até três salários mínimos. Por isso, cerca de 454 mil contribuintes terão valores a serem restituídos ou compensados, referentes ao IPTU pago a mais em 2014. Esses valores somam R$ 169 milhões.

Com a aprovação da lei, cerca de 130 mil contribuintes (4%) passarão a ser isentos, e 973 mil manterão o direito à isenção, somando mais de 1,1 milhão de isentos em 2015, ou 1/3 de todos os contribuintes na cidade. Cerca de 348 mil contribuintes (10,8%) terão redução do imposto a ser pago de 2014 a 2015.

A Prefeitura espera arrecadar aproximadamente R$ 800 milhões a mais no ano que vem.

IMBRÓGLIO/ A Lei 15.889/13 foi contestada em duas Adins (Ações Diretas de Inconstitucionalidade), propostas pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e pelo PSDB. Depois de não conseguir reverter a liminar, Haddad anunciou que enviaria os boletos do IPTU de 2014 com correção inflacionária de 5,6%. Ontem, Fiesp e PSDB disseram que vão recorrer da decisão ao STF (Supremo Tribunal Federal).

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 27/11/2014 DO DIÁRIO DE S.PAULO


A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa) da Câmara Municipal deu parecer favorável ontem ao projeto de lei que transforma o Elevado Costa e Silva, mais conhecido como Minhocão, em área de lazer.

“Esse projeto foi incluído no PDE (Plano Diretor Estratégico) aprovado aqui na Casa e sancionado neste ano pelo prefeito. Ele é fruto de inúmeras discussões. Entretanto, o PDE dizia que, para transformar o Minhocão em parque, obrigatoriamente haveria necessidade de lei específica e eu tenho satisfação de ser um dos autores”, afirmou o vereador Aurélio Nomura (PSDB) ao site da Câmara. O projeto prevê que o Minhocão será gradativamente transformado em área de lazer, passando a se chamar Parque Municipal do Minhocão.

A restrição de veículos no Elevado, que hoje ocorre de segunda a sábado, das 21h30 às 6h30, e aos domingos e feriados, será intensificada ao longo de quinze anos. Em caso de descumprimento da desativação, a Prefeitura terá de transferir mensalmente R$ 100 mil da verba de publicidade do município para a implantação de parques.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 27/11/2014 DO DIÁRIO DE S.PAULO


PMDB foi o partido com mais vitórias no país e conseguiu quatro cadeiras, seguido pelo PT, vitorioso em três estados brasileiros

Carol Rocha
carol.rocha@diariosp.com.br

Luciano Guaraldo
lucianog@diariosp.com.br

Além de São Paulo, 12 estados definiram seus governadores no primeiro turno das eleições. Deste total, quatro candidatos, incluindo Geraldo Alckmin (PSDB), conseguiram a reeleição. Os tucanos conseguiram se manter em dois estados. O PSD manteve uma cadeira, assim como o PMDB.

Em Alagoas, Renan Filho (PMDB) teve 52,38% dos votos. Na Bahia, o petista Rui Costa conquistou 54,5% do eleitorado. No Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB) alcançou 53,44% da preferência dos eleitores.

No Maranhão, Flávio Dino (PC do B) ficou com 63,5% dos votos válidos. No Mato Grosso, Pedro Taques (PDT) foi escolhido por 57,25% dos eleitores. Em Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT) ganhou o governo com 52,98% dos votos. No Paraná, o atual governador, Beto Richa (PSDB), se manteve no cargo com 55,67%. Em Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) alcançou a expressiva marca de 68,08% dos votos.

No Piauí, o petista Wellington Dias conquistou 63% dos eleitores. Em Santa Catarina, o atual governador, Raimundo Colombo (PSD), ganhou mais quatro anos na administração do estado com 51,36% da preferência. Em Sergipe, os eleitores também mantiveram o atual chefe do Executivo, Jackson Barreto (PMDB), com 53,52% dos votos. E no Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), com 51,3% do total de votos válidos, ficou com o cargo.

No segundo turno, dez governadores tentam a reeleição, sendo três do PSDB, três do PSB, dois do PT, um do PMDB e um do PROS: Tião Viana (PT) no Acre; José Melo (PROS) no Amazonas; Camilo Capiberibe (PSD) no Amapá; Marconi Perillo (PSDB) em Goiás; Simão Jatene (PSDB) no Pará; Ricardo Coutinho (PSB) na Paraíba; Luiz Fernando Pezão (PMDB) no Rio de Janeiro; Tarso Genro (PT) no Rio Grande do Sul; Confúcio Moura (PMDB) em Rondônia; e Chico Rodrigues (PSB) em Roraima.

VOTO EM TRÂNSITO/ Mesmo fora do domicílio eleitoral, 84.349 eleitores fizeram questão de escolher o próximo governante por meio do voto em trânsito, no qual é possível votar apenas para presidente da República. Um desses eleitores foi o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Antonio Dias Toffoli.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 6/10/2014 DO DIÁRIO DE S.PAULO


Tribunal de Contas julgou que o contrato com o governo municipal é irregular e exige providências da administração Haddad

Carol Rocha

carol.rocha@diariosp.com.br

O TCM (Tribunal de Contas do Município) de São Paulo considerou irregular a execução contratual de R$ 1,3 bilhão da Viação Sambaíba com a Prefeitura paulista. O tribunal constatou um prejuízo ao governo estimado em R$ 260 milhões (R$ 460 milhões em valores atualizados em agosto).

A empresa de transporte público é segunda maior da capital, com quase 1,3 mil ônibus em circulação. Em setembro, o DIÁRIO já havia denunciado a precariedade dos serviços prestados pela viação listados pelo TCM (leia mais abaixo).

O relatório e o voto do conselheiro presidente do tribunal, Edson Simões, foram acolhidos pelo plenário por unanimidade na quarta-feira.

Entre 2005 e 2006, o faturamento da concessionária de ônibus foi 215,87% superior ao valor estimado em contrato, segundo o TCM. Apesar de receber por mês R$ 10,8 milhões (R$ 130 milhões anuais), vários problemas foram observados, como a não disponibilização de pelo menos um veículo por linha adaptado a deficientes, ônibus com mais de dez anos de fabricação, atrasos nas partidas, superlotação, descumprimento do número de viagens. O relatório aponta ainda greves de motoristas e cobradores por atrasos salariais, número insuficiente de empregados, extrapolação da jornada diária, acidentes (a Sambaíba responde a quase 300 ações judiciais na capital por danos provocados a usuários e a terceiros), entre outros problemas.

“A situação das empresas operadoras do subsistema estrutural do transporte coletivo é sui generis: têm prerrogativas de concessionárias sem serem obrigadas a realizar quaisquer investimentos em bens reversíveis”, aponta o relatório.

De acordo com o TCM, além do desrespeito aos usuários, as falhas causam danos ao município, que precisa investir mais recursos na infraestrutura do sistema. O relator determina que a SPTrans apure os prejuízos, aplique as multas contratuais e intensifique a fiscalização do contrato. A SPTrans tem 90 dias para informar ao TCM as providências adotadas.

RESPOSTA DA PREFEITURA

Teor é desconhecido

A SPTrans, gerenciadora do serviço de transporte público na capital, informou que aguarda a notificação oficial do Tribunal de Contas do Município para tomar as medidas necessárias.A Viação Sambaíba disse não conhecer o teor do relatório do presidente do TCM, mas a empresa afirma que as informações divulgadas não são verdadeiras e os dados publicados são imprecisos e não estão contextualizados tecnicamente. A resposta de ontem é a mesma enviada ao DIÁRIO na época da reportagem publicada em setembro. O contrato entre a SPTrans e a Sambaíba foi assinado em 2003, segundo a empresa.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 3/11/14 DO Diário de S. Paulo


Portaria do Ministério da Saúde determina ampliação da oferta para cirurgias de troca de sexo custeadas pelo sistema público

Carol Rocha

carol.rocha@diariosp.com.br

O acesso à cirurgia para mudança de sexo na rede pública de saúde será ampliado. Uma portaria do Ministério da Saúde publicada ontem no “Diário Oficial da União” redefine a forma como o SUS (Sistema Único de Saúde) oferece esse tipo de procedimento.

A decisão acata uma decisão judicial que, em setembro, determinou que o Ministério da Saúde tomasse as medidas necessárias para facilitar o acesso à cirurgia pelo SUS.

“A portaria é muito importante. E agora os travestis estão incluídos no programa”, explicou a coordenadora do Programa Estadual DST/Aids de São Paulo, Maria Clara Gianna. “Com isso, o acesso a esse tipo de procedimento será ampliado. A fila é grande. Atualmente, apenas quatro estados fazem a cirurgia: São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Goiás”, salientou a coordenadora, que também é responsável pelo Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais.

Por meio das redes de atenção básica, o SUS deve oferecer ações terapêuticas para travestis e transexuais que busquem a cirurgia. Também fica definida a criação de um Serviço de Atenção Especializado no Processo Transexualizador. Os hospitais têm 30 dias para se adequar.

Em São Paulo, o procedimento é realizado apenas no Hospital das Clínicas. Com a portaria, o Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais está apto a oferecer a cirurgia. A rede municipal não faz a operação, mas a Secretaria Municipal da Saúde informou “que já discute a implementação da linha de cuidado destinada à atenção à saúde integral das travestis”.

Atualmente, 220 pacientes estão sendo preparados no HC — são feitas, em média, 60 cirurgias por ano. É preciso passar em acompanhamento multidisciplinar por cerca de dois anos.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 22/11/2013 DO DIÁRIO DE S.PAULO


Estimativa é do Ministério da Saúde, que liberou R$ 396 milhões em verbas para o estado, sendo R$ 65,8 milhões somente para a capital paulista

Carol Rocha 

carol.rocha@diariosp.com.br

O Ministério da Saúde anunciou, ontem, um pacote de medidas para os hospitais filantrópicos e as Santas Casas ampliarem o atendimento e quitarem dívidas. Em 2014, o incentivo pago aos atendimentos de média e alta complexidade — como exames e cirurgias mais complexas — aumentará de 25% para 50%, o que representa R$ 1,7 bilhão a mais.

Para o estado de São Paulo, virão R$ 396 milhões, sendo R$ 65,8 milhões para a capital. Com isso, o município deve elevar o número de cirurgias de 1.223.693 para 1.284.818 — 61.125 procedimentos a mais do que neste ano. No país, o repasse vai aumentar em 236 mil o número de cirurgias realizadas.

Além disso, nesta semana a presidente Dilma Rousseff (PT) sancionou a lei que cria o ProSUS (Programa de Fortalecimento das Entidades Privadas Filantrópicas e das Sem Fins Lucrativos), que permite, a partir de janeiro de 2014, o parcelamento da dívida com a União, que hoje soma cerca de R$ 15 bilhões e poderá ser quitada em até 15 anos. Todos os 5,6 mil estabelecimentos de saúde que prestam serviços ao SUS poderão aderir ao ProSUS, desde que apresentem um plano de estabilidade financeira e aumentem em 5% a oferta de atendimento.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 1/11/2013 DO DIÁRIO DE S.PAULO


Medida passa a valer no próximo dia 21 e é indicada aos alunos matriculados entre o 5 ano do ensino fundamental e o 3 do ensino médio

Carol Rocha

carol.rocha@diariosp.com.br

A partir do dia 21 deste mês, as escolas estaduais do estado ficarão abertas para oferecer reforço aos alunos da rede. De acordo com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, a medida faz parte de um novo programa de revisão do conteúdo pedagógico de todas as disciplinas chamado “Reforço aos Sábados”.

O programa é indicado aos alunos matriculados entre o 5 ano do ensino fundamental e a 3 série do ensino médio.

Os alunos serão indicados para o reforço com base na Avaliação da Aprendizagem em Processo, aplicada no início de agosto em todas as escolas estaduais. Segundo a Educação, “os dados estão em análise e vão apontar as principais dificuldades apresentadas pelos estudantes para que sejam traçadas estratégias individuais de revisão do conteúdo escolar no final de semana”.

As aulas aos sábados também podem ser frequentadas por quem não foi indicado pelo conselho, mas quer aproveitar a oportunidade para aprofundar o conhecimento na disciplina. A participação será por adesão dos alunos, com autorização dos pais.

O novo modelo de reforço será oferecido ao menos um sábado por mês, de acordo com cada escola, até o fim do semestre letivo. Os professores que participarem vão receber adicional pelas horas trabalhadas aos sábados. As escolas ficam responsáveis também por definir os horários das turmas, que podem ocorrer em um ou mais sábados ao mês.

Nas férias escolares de julho, cerca de 70 mil estudantes passaram por um reforço inédito e tiveram a oportunidade de revisar o conteúdo. Levantamento da secretaria aponta que 37% dos alunos eram do 9º ano e outros 36%, do 6º ano.

Atualmente, cerca de 135 mil estudantes da rede estadual passam por alguma forma de recuperação.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 9/9/2013 DO DIÁRIO DE S.PAULO


No primeiro semestre de 2012, Agência Nacional de Saúde Suplementar recebeu 397 denúncias contra 514 no mesmo período deste ano

Carol Rocha
carol.rocha@diariosp.com.br

Os empregados demitidos sem justa causa ou que se aposentam podem permanecer por um período determinado como beneficiários do plano de saúde empresarial. Embora a resolução da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) que estabelece regras mais claras sobre o tema tenha sido publicada há mais de um ano (em junho de 2012), muitas empresas ainda não divulgam o benefício.

No primeiro semestre deste ano, a central de relacionamento da ANS recebeu 514 reclamações com o tema “demitidos, exonerados e aposentados”. No mesmo período do ano passado, foram registradas 397 denúncias — aumento de 29%. No segundo semestre de 2012, depois da publicação da nova resolução, foram recebidas 566 reclamações na ANS.

“No momento da adesão ou demissão do funcionário, o assunto não é exposto pela maioria das empresas e, portanto, é responsabilidade do ex-empregado buscar maiores informações”, diz a advogada Gabriela Guerra, especialista em saúde e direito do consumidor. “Ele tem até 30 dias, contados logo após a demissão, para manifestar seu interesse em permanecer com o plano”.

Se no meio do caminho da empresa mudar o convênio, a relação dos beneficiados com não cessa. “Eles devem apenas migrar a carteira para o novo plano”, esclarece Gabriela. O direito só cessa antes do prazo se o ex-empregado conseguir outro emprego que tenha como benefício plano de saúde.

O Procon-SP também recebe queixas sobre convênios médicos, porém, as estatísticas do órgão não detalham o problema. No primeiro semestre do ano passado, foram registradas 6.120 reclamações sobre problemas com contratos de saúde, negativa de cobertura e não cumprimento à oferta. No primeiro semestre deste ano, o número aumentou para 6.550, uma alta de 7%.

Diferença de preço entre planos chega a 149%

Para permanecer na condição de beneficiário, o ex-empregado deve arcar com os custos do plano de saúde integralmente. Ou seja, ele passa a pagar a parte que era descontada no holerith mais o valor que era pago pela empresa. Ainda assim, é mais vantajoso permanecer com o plano empresarial. Segundo uma pesquisa da consultoria Mercer Marsh Benefícios, a diferença de preços entre o plano individual e empresarial chega a 149%. O estudo focou na faixa etária entre 34 e 38 anos para quatro tipos de planos: básico 1, básico 2, intermediário e executivo, com base em dados 24 Pesquisa Anual de Benefícios Corporativos, realizada em 2012.

Os especialistas da Mercer Marsh alertam os profissionais que estão prestes a se aposentar e vão adquirir um plano individual, que ingressem no sistema antes de completar 59 anos. Depois dessa idade o preço dos convênios aumenta consideravelmente.

Outra vantagem de permanecer com o plano empresarial é que existe a possibilidade de fazer a portabilidade de carências ao migrar de plano, no término do benefício. O pedido deve ser feito até 60 dias antes do término do período de manutenção da condição de beneficiário.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 18/8/2013 DO DIÁRIO DE S.PAULO


Processo de atribuição de aulas para 2014 começa amanhã. Jornada pode ser estendida para até 65 horas e salário aumenta R$ 1,4 mil

Carol Rocha
carol.rocha@diariosp.com.br

Os professores da rede estadual de ensino de São Paulo poderão se inscrever a partir de amanhã no processo de atribuição de aulas para o próximo ano letivo. A novidade agora é que os 181,5 mil docentes efetivos e estáveis da rede poderão estender a jornada semanal para até 65 horas – hoje, o máximo, são 40 horas. A partir de 2014, vai ser possível acumular horas como temporário.

Com a mudança, um professor com jornada de 40 horas semanais, por exemplo, poderá acumular até 25 horas extras, o que representa um aumento no salário de cerca de R$ 1,4 mil.

A medida, anunciada em julho pela Secretaria Estadual da Educação, permitirá que o professor efetivo ou estável substitua outro docente, afastado por licença médica, por exemplo, em horário distinto de sua jornada e na mesma escola em que atua como titular.

“Nossos professores poderão agora atribuir mais aulas, o que também possibilitará ganho salarial. É uma mudança que atende às reivindicações da rede, solicitadas durante os encontros permanentes feitos com os nossos servidores”, afirmou o secretário da Educação, Herman Voorwald. “É uma oportunidade inédita para os docentes e uma novidade importante para os estudantes, que poderão contar com um professor substituto da mesma escola”, explicou.

As inscrições para o processo de atribuição de aulas vão até 10 de setembro para todos os mais de 230 mil professores efetivos, estáveis e temporários. Para este ano, o governo anunciou um concurso para contratar 59 mil professores. Destas, 20 mil vagas estão prometidas para 2014.

Comitê Pedagógico vai visitar 200 escolas na Grande SP

A Secretaria Estadual da Educação criou um Comitê Pedagógico para visitar escolas estaduais da capital e da região metropolitana. A ação, chamada Por Dentro da Escola, começou nesta semana e tem como objetivo “auxiliar os educadores a formatarem estratégias para o desenvolvimento de novas atividades na aplicação do currículo unificado na rede estadual paulista”, segundo a pasta. Na primeira etapa, 50 duplas formadas por técnicos da CGEB (Coordenadoria de Gestão da Educação Básica) — responsável pela proposição de diretrizes e normas pedagógicas para as escolas da rede estadual — vão visitar 200 escolas que somam cem mil estudantes. O acompanhamento é focado nos alunos matriculados no ciclo 2 do ensino fundamental (do 6 ao 9 ano).

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 14/8/2013 DO DIÁRIO DE S.PAULO


Durante um ano, São Paulo vai receber R$ 4,48 milhões por mês do governo federal para melhorias de nove prontos-socorros do estado e nove do município, além de 492 leitos de UTIs já existentes

Carol Rocha

carol.rocha@diariosp.com.br

A cidade de São Paulo vai receber do Ministério da Saúde, no prazo de um ano, R$ 53,6 milhões que serão destinados a 18 hospitais da capital, sendo nove estaduais e nove municipais, segundo portaria publicada na última sexta-feira, dia 9.

Segundo o governo federal e a Secretaria Estadual da Saúde, devem ser repassados R$ 4,48 milhões por mês para a melhoria dos prontos-socorros em centros de atendimento médico nas cinco regiões da capital (veja a relação completa no quadro ao lado). Também estão previstos investimentos em 492 leitos de UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) já existentes.

A verba faz parte do Plano de Ação da Rede de Atenção às Urgências. O objetivo, segundo a pasta, “é potencializar a organização da rede para gerar impactos positivos no atendimento aos usuários do SUS” e “possibilitar a ampliação e aprimoramento de prontos-socorros considerados estratégicos”.

“O Ministério da Saúde estimula estados e municípios a organizarem redes de assistência para que os serviços funcionem integrados. Com isso, a população terá maior qualidade no atendimento”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Os recursos são liberados após levantamento demográfico e epidemiológico que mapeia a capacidade instalada, o déficit existente e o volume da população, entre outros aspectos, e são geridos pela CIB (Comissão Intergestora Bipartite), da qual fazem parte as secretarias de Saúde municipal e estadual.

Em 2012, o Ministério da Saúde aprovou R$ 153,2 milhões para a implantação da terceira etapa do plano na região do ABC Paulista. O dinheiro foi usado na construção de UTIs.

Unidades  beneficiadas

HOSPITAIS ESTADUAIS

Vila Alpina
Zona Leste

Taipas
Zona Norte

Mandaqui
Zona Norte

Guaianases
Zona Leste

Sta. Marcelina de Itaquera
Zona Leste

Santa Casa
Centro

Regional Sul
Zona Sul

Grajaú
Zona Sul

Hospital das Clínicas
Zona Oeste

HOSPITAIS MUNICIPAIS

Jabaquara
Zona Sul

Tatuapé
Zona Leste

Campo Limpo
Zona Sul

Ermelino Matarazzo
Zona Leste

Waldomiro de Paula
Zona Leste

Tide Setúbal
Zona Leste

M’Boi Mirim
Zona Sul

Vila Maria
Zona Norte

José Soares Hungria
Zona Norte

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 13/8/2013 DO DIÁRIO DE S.PAULO


Segurados da Previdência têm até 28 de fevereiro de 2014 para fazer o recadastramento obrigatório no banco onde recebem o benefício para não ter o pagamento suspenso

Carol Rocha

carol.rocha@diariosp.com.br

O INSS prorrogou até 28 de fevereiro de 2014 o prazo para que os aposentados e pensionistas que recebem seus benefícios por meio de conta corrente, conta poupança ou cartão magnético façam o recadastramento no banco. Inicialmente, o prazo seria encerrado no mês que vem. Segundo o órgão, dos 30,7 milhões de beneficiários, 9,4 milhões ainda não atenderam à convocação para comprovação de vida e renovação de senha. O objetivo da medida é verificar se há fraudes no recebimento de benefícios previdenciários. Quem não fizer o recadastramento pode ter o pagamento do benefício suspenso.

A convocação começou em maio de 2012. Segundo a Previdência, quem já compareceu à agência bancária não precisa realizar outra prova de vida, pois as instituições ainda estão concluindo o primeiro ciclo.

Os bancos estão informando aos beneficiários sobre o recadastramento por meio de mensagens informativas, disponibilizadas nos meios eletrônicos de relacionamento com seus clientes. Quando for convocado, o beneficiário deve ir até a agência bancária levando um documento de identificação com foto (carteira de identidade, carteira de trabalho, carteira de habilitação etc). Algumas instituições financeiras que possuem sistemas de biometria estão utilizando essa tecnologia.

Os beneficiários que não puderem ir até às agências bancárias por motivos de doença ou dificuldade de locomoção podem realizar a prova de vida por meio de um procurador devidamente cadastrado no INSS, assim como os segurados que residem no exterior, que além do procurador, têm a opção de conseguir o documento de prova de vida no consulado. “Os bancos investiram e empenharam todos os esforços para que o processo transcorra de forma organizada, sem causar transtornos à população”, disse Wilson Levorato, vice-presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 9/8/2013 DO DIÁRIO DE S.PAULO


Em uma semana, CPTM e Metrô têm descarrilamentos que assustam passageiros e desafiam especialistas

Carol Rocha
carol.rocha@diariosp.com.br

Jéssica Lima
Especial para o DIÁRIO

Em menos de uma semana, dois descarrilamentos de trem, ocorridos na CPTM e no Metrô, assustaram os passageiros que utilizam o transporte sobre trilhos e causaram transtornos à população.

Os especialistas ouvidos pelo DIÁRIO dizem que na CPTM esse tipo de ocorrência é mais comum – já que a via é mais antiga e recebe, além dos trens de passageiros, o transporte de cargas –, mas estranharam esse tipo de falha no Metrô.

“Na CPTM é tradicional (o descarrilamento). No Metrô é mais raro”, comentou o especialista em sistema ferroviário e consultor do Sinferp (sindicato dos ferroviários da Sorocabana), Rogério Centofanti.

Na terça passada, dia 30 de julho, um trem que seguia entre as estações Piqueri e Pirituba, na Linha 7-Rubi da CPTM, descarrilou por volta das 16h30. Ontem, às 11h53, o problema ocorreu na Linha 3-Vermelha, do Metrô. Segundo a empresa, houve o descarrilamento de um jogo de rodas do carro 5 de um trem próximo à Estação Barra Funda. Os passageiros tiveram de sair pela passarela de emergência. Não houve feridos.

“Pelo que sabemos até agora, o trem teve um problema no terceiro trilho, que capta energia elétrica”, disse o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino Prazeres, no meio da tarde. “Essas falhas são consequências da degradação do sistema”, afirmou.

Em entrevista à rádio CBN, o diretor de operações do Metrô, Mário Fioratti Filho, disse que, ao descarrilar, o trem derrubou o terceiro trilho.

Centofanti diz que quanto mais distante do Centro da cidade, maior é o descaso do governo com a manutenção das linhas. “As minhas linhas (8 e 9 da CPTM) só são beneficiadas porque passam pela região da Berrini (na Zona Sul).”

Sobre o acidente da semana passada na CPTM, o presidente do Sindicato dos Ferroviários, Eluiz Alves de Matos, disse que está colhendo dados. Mas ele também se surpreendeu com o acidente de ontem no Metrô. “Não entendi”, resumiu.

A CPTM informou que termina hoje o prazo para conclusão da sindicância dessa falha. Para Centofanti, há três hipóteses para o acidente: trilho desgastado, rodeio gasto ou as duas coisas juntas.

Segundo o Metrô, passageiros não foram prejudicados ontem

Às 16h de ontem, a situação na Estação Barra Funda era crítica. Usuários reclamavam da demora nas paradas – que ultrapassava 20 minutos –, da superlotação e da falta de informação. O transtorno já começava com filas enormes do lado de fora das catracas. A maioria das pessoas não sabia o que estava acontecendo, já que o aviso sonoro apenas informava que, por problemas técnicos, os trens circulavam com maiores intervalos. Segundo dados publicados no site do Metrô, a Linha 3-Vermelha atende, em média, 1,2 milhão de passageiros em dias úteis. Procurada ontem, a assessoria de imprensa do Metrô disse que nenhum passageiro foi efetivamente prejudicado, já que todos conseguiram realizar as viagens, mesmo com intervalos maiores. A circulação de trens ficou prejudicada por cerca de nove horas e só foi normalizada por volta das 21h, segundo a empresa. A previsão do Metrô era iniciar a operação hoje normalmente, às 4h40.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 6/8/2013 DO DIÁRIO DE S.PAULO


Fiéis que vieram para o evento religioso foram recebidos por famílias e igrejas da cidade

Carol Rocha
carol.rocha@diariosp.com.br

Luis Blanco
Especial para o DIÁRIO

A capital paulista vai acolher dez mil estrangeiros durante a Semana Missionária, segundo a Arquidiocese de São Paulo. O evento antecede a Jornada Mundial da Juventude, programada para ocorrer entre os dias 23 e 28 de julho, no Rio de Janeiro. A maioria desses jovens já chegou e está hospedado em casas de famílias voluntárias e em igrejas.

A Paróquia Santo Inácio de Loyola, localizada na Vila Mariana (Zona Sul), reuniu 33 iraquianos católicos ontem. Entre os jovens está o técnico em computação Manhal Najeeb Elias, de 26 anos. “Vim do Iraque para conhecer pessoas novas, fazer amigos, ver o papa, rezar, saber como é a vida no Brasil e, principalmente, participar desse dia que reúne a juventude de todos os lugares do mundo”, disse.

Maryam Yousil Hannd, de 25 anos, participa da Jornada pela segunda vez — ela foi para Madrid em 2011. “É a primeira vez que tenho a experiência de ficar em casa de família e estou feliz com o acolhimento do povo brasileiro”, conta.

Segundo a organização do evento, Alemanha, Itália, França e Espanha terão uma forte representação nesta edição e devem representar cerca de 20% dos inscritos. Espera-se cerca de sete mil italianos, cinco mil franceses, 2,6 mil espanhóis, dois mil alemães e 1,7 mil poloneses. A Prefeitura do Rio de Janeiro projeta um público de 1,5 milhão de fiéis tanto na Missa da Acolhida, no dia 25, como para a Via-sacra, no dia 26.

SEGURANÇA/ O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse ontem que o governo está tomando “todos os cuidados” com a segurança do papa Francisco, que chegará ao país na próxima segunda-feira. Mas para Carvalho, a verdadeira segurança do papa, no entanto, será feita pelo povo. “A grande segurança do papa será feita pelo povo brasileiro e pela juventude do mundo inteiro que vem ao Brasil”, disse Carvalho.
O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, negou ontem em entrevista que o roteiro do papa será modificado por possíveis manifestações.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 18/7/2013 DO DIÁRIO DE S.PAULO


Claro, Oi e Vivo oferecem planos pós-pagos que dão desconto na compra de celulares, além de programa de pontos que podem ser trocados por aparelhos ou serviços

Carol Rocha
carol.rocha@diariosp.com.br

Até o final deste ano, a consultoria IDC (especializada no mercado tecnológico) estima que serão comercializados mais 28 milhões de smartphones no Brasil — um crescimento de 79% na comparação com 2012. E para alguns consumidores, os aparelhos podem sair até de graça. Das quatro maiores operadoras de telefonia celular do país, três oferecem descontos na compra de smartphones dependendo do plano pós-pago escolhido pelo cliente (veja ao lado).

A analista de mídias sociais Laís Alves Silva, de 24 anos, conta que desde 2008 consegue celular de graça atrelado ao plano. “Eu sempre fui atrás das promoções para saber se, pelo preço do plano, valia pegar ou não o aparelho de graça”, diz. “O último aparelho que eu peguei foi em fevereiro, um Samsung Galaxy Y. Ele custa, em média, R$ 399. A carência para portabilidade é de um ano, mas, se eu quiser, posso fazer alterações no meu plano ou pegar um novo aparelho a partir do nono mês da carência sem multa”, explica Laís, que é cliente da Claro e paga R$ 150 por mês em um plano familiar.

VANTAGEM/ “Para os clientes pós-pago vale a pena explorar os descontos, uma vez que não há desconto na fatura caso o cliente já possua o celular e não queira comprar com o subsídio”, opina Diego Oliveira, sócio da consultoria Pricez, especializada no mercado de celulares. Segundo ele, os descontos oferecidos pelas operadoras chegam a R$ 1,3 mil. “Para quem não pensa em trocar de operadora pelos próximos 12 meses, vale a pena.”

Ele explica que para evitar fraudes, já que o cliente poderia ter o subsídio e desligar a linha no outro mês, existe o mecanismo de fidelidade. “No Brasil, o máximo de permanência exigido é de um ano. Nos Estados Unidos e em alguns países da Europa é comum a permanência junto à operadora por dois anos ou mais”, diz.

Laís conta que já conseguiu aparelhos melhores antigamente com planos de, em média, R$ 80 mensais. “Mas acho que, no geral, o custo/benefício está bom pra mim. Normalmente, quando pego aparelho de graça é para minha mãe, então pode ser um ‘smartpopular’ para o uso que ela tem”, analisa.

Publicitário consegue R$ 800 de desconto

O publicitário Guido André Couto Sarti, de 24 anos, era cliente pós-pago da TIM e pré-pago da Vivo. Quando decidiu trocar o aparelho, a Vivo ofereceu desconto no Galaxy S3, da Samsung, e ele cancelou a conta na TIM e migrou para o pós-pago da Vivo, há aproximadamente nove meses. “Acho que o aparelho custava cerca de R$ 2 mil e paguei R$ 1,2 mil”, explica. Ou seja, André conseguiu R$ 800 de desconto ao aderir ao plano de 200 minutos, mais internet 3G plus e pacote de torpedos. A mensalidade custa R$ 235. “Mas eu sempre estouro o pacote”, diz.

O publicitário garante que, mesmo com a fidelidade, valeu a pena. “Normalmente, eu comprava aparelhos fora do Brasil. Mas aí eu ficava sem garantia e sem seguro. E com o meu plano de agora, ele fica praticamente o mesmo preço lá de fora”, conta.

Agora, André está ansioso para trocar de aparelho novamente – por um modelo que nem existe ainda. “Faltam apenas dois meses para terminar a fidelidade. Agora, quero um iPhone 5S”, diz. “Tudo indica que o lançamento será em outubro”, diz, rindo.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 14/7/2013 DO DIÁRIO DE S.PAULO


Até o carregador de celular na tomada, mesmo sem o aparelho, consome energia. Aneel autorizou reajuste e conta vai aumentar em agosto

Carol Rocha

carol.rocha@diariosp.com.br

Mudar pequenos hábitos em casa — como usar aparelhos que consomem menos energia, tomar banhos mais curtos, trocar lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes e desligar os aparelhos que ficam em stand by, inclusive carregador de celular — pode gerar uma economia de 20% a 30% na conta de luz.

“O consumidor que vai comprar aparelhos elétricos novos deve ficar de olho no selo Procel e escolher os que têm classificação A, que gastam menos energia”, explica Norberto Nery, professor do curso de engenharia elétrica do Instituto Mauá de Tecnologia. “Na comparação com aparelhos antigos ou com os novos que têm classificação F (a última da lista), a economia no gasto de energia chega a 15% ou 20%”, diz.

O chuveiro é o principal vilão da conta de luz, mas é também o ponto mais fácil para cortar desperdícios. A redução do tempo do banho pela metade pode significar uma economia de até 15% na conta. Outro detalhe importante é manter a chave da temperatura na posição adequada ao clima.

No caso da geladeira, a dica é deixá-la afastada da parede de 10 a 15 centímetros e não pendurar roupas na grade traseira. Os consumidores devem evitar o abre e fecha constante da porta. “Outra dica importante: como no inverno a geladeira precisa de menos força para conservar os alimentos, o termostato pode ficar no mínimo sem problemas”, ensina Paulo Barreto, engenheiro eletricista e associado do Instituto de Engenharia.

REAJUSTE/ No dia 4 de julho, entrou em vigor o reajuste de 10% permitido pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) nas tarifas da AES Eletropaulo. O reajuste será sentido integralmente nas contas de energia a partir de agosto.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 11/7/2013 DO DIÁRIO DE S.PAULO


Carol Rocha

carol.rocha@diariosp.com.br

Juca Guimarães

juca.guimaraes@diariosp.com.br

A SEE (Secretaria de Estado da Educação) anunciou diversas medidas relacionadas à contratação de professores. Entre elas, a abertura de concurso, ainda neste semestre, para contratar 59 mil docentes — o maior da história, segundo o governo. Destas, 20 mil vagas estão prometidas já para 2014.

Também foram anunciadas mudanças para quem já está na rede. Os 181,5 mil professores efetivos e estáveis poderão acumular o cargo com a contratação temporária e substituir outro professor em horário distinto de sua jornada. Será possível aumentar a carga horária de 40 para 65 horas semanais. Hoje, o piso do docente com 40 horas é de R$ 2.257,84. Com a jornada extra de 25 horas, o salário poderá aumentar em R$ 1.411,15, somando R$ 3.668,99. As regras da jornada serão regulamentadas.

Outra mudança diz respeito ao curso de formação, obrigatório para os concursados, que será ministrado simultaneamente ao estágio probatório. Antes, estas fases aconteciam em momentos distintos. Mas como o aluno já estará recebendo salário, a bolsa-auxílio que era paga durante o curso deverá ser extinta. Segundo a SEE, haverá nova regulamentação para o curso de formação.

Os novos ingressantes, porém, não precisarão mais cumprir os três anos de estágio probatório para participarem do processo de remoção.

A secretaria anunciou a nomeação de 973 agentes de organização escolar, a criação de 127 cargos de oficial administrativo e 87 de executivo público. Em nota, a Apeoesp (sindicato dos professores) comemorou as medidas, mas ressaltou que somente a realização dos concursos não garante o preenchimento das vagas oferecidas, já que os salários são baixos e as condições de trabalho, precárias.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 6/7/2013 DO DIÁRIO DE S.PAULO


Carol Rocha

carol.rocha@diariosp.com.br

Falar ao celular ficou, em média, 16% mais barato no último ano. O preço médio do minuto das ligações caiu de R$ 0,19 em março do ano passado para R$ 0,16 no mesmo mês de 2013, segundo pesquisa da Telebrasil (Associação Brasileira de Telecomunicações), já considerando os impostos.

As quatro maiores operadoras do país oferecem dezenas de planos pós e pré-pagos. Mas na hora de optar, não basta levar em conta o preço, mas sim o perfil do usuário. O site http://www.pricez.com.br ajuda a comparar os planos disponíveis, de acordo com os serviços que o cliente precisa, como pacote de minutos, plano de dados e torpedos.

O DIÁRIO pesquisou ontem o valor dos planos de minutos (sem incluir torpedos e internet) das operadoras. Na comparação, o plano pós-pago da Oi é o mais vantajoso. O minuto de ligação sai por R$ 0,78, contra R$ 0,98 da TIM, Vivo e Claro. No pré-pago, as operadoras cobram entre R$ 0,21 (Claro) e R$ 1,69 (Oi) por chamada ou minuto nas ligações para a mesma empresa. Quando a operadora é diferente, o minuto varia de R$ 1,59 (TIM) a R$ 1,69 (Oi).

A queda no preço das ligações contribuiu também para que os consumidores aumentassem o tempo médio mensal de uso. O índice subiu 13%, de 115 minutos no primeiro trimestre de 2012 para 130 minutos neste ano.

Para falar 115 minutos em março de 2012, o consumidor gastava R$ 21,85. Neste ano, para falar 130 minutos, o gasto médio é de R$ 20,80. Ou seja, enquanto o tempo médio de ligações aumentou 13%, o gasto com a conta caiu 4,8%.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 5/7/2013 DO DIÁRIO DE S.PAULO


Resolução que transforma infrações leves ou médias em advertência por escrito entra em vigor hoje. Órgãos de trânsito podem indeferir pedido

Carol Rocha

carol.rocha@diariosp.com.br

Entra em vigor hoje a resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) que transforma em advertência as multas de trânsito de natureza leve ou média. A medida vale para os motoristas não reincidentes e deve ser pedida à autoridade que expediu a autuação (CET, DER ou Detran) a conversão da penalidade em advertência por escrito.

Essa prerrogativa foi dada no Código de Trânsito Brasileiro, em seu artigo 267, e recebeu regulamentação do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito). A conversão deveria ter entrado em vigor ano passado, mas foi adiada para hoje.

Pela resolução, até a data do término do prazo para a apresentação da defesa da autuação, o proprietário do veículo ou o condutor infrator poderá solicitar à autoridade de trânsito a aplicação da penalidade de advertência por escrito. Nesse caso, não caberá recurso à Jari (Junta Administrativa de Recursos de Infrações) da decisão da autoridade quanto a aplicação ou não da penalidade de advertência por escrito.

A aplicação da penalidade de advertência por escrito não implicará em registro de pontuação no prontuário do infrator. Tanto a resolução do Denatran como o artigo 267 do CTB facultam à autoridade de trânsito a decisão de transformar ou não a multa em advertência.

CET ganha prazo maior

Apesar de  a resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) ter entrado em vigor, a CET (Companhia   de  Engenharia de  Tráfego) informou que não sabe como, do ponto de  vista administrativo, será feito esse procedimento. O Contran deu prazo até 31 de dezembro deste ano para os órgãos fiscalizadores de trânsito definirem como será feita a fiscalização e ajustarem os sistemas para se adequarem à medida.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 1/7/2013 DO DIÁRIO DE S.PAULO 


Locais recebem pacientes de outros estados que estão em tratamento de saúde na capital paulista

Carol Rocha
carol.rocha@diariosp.com.br

Fábio Alexandre Soler nasceu em outubro de 2006 com uma doença na válvula de uretra posterior, que o impedia de fazer xixi. O problema resultou, ainda, em um refluxo, mas o diagnóstico não foi feito corretamente em sua cidade natal, Rio Branco, no Acre. Com o uso excessivo de antibióticos, Fábio teve uma perda auditiva.

Em abril de 2007, ele veio para São Paulo com a mãe, a professora Cláudia Fernandes Liberato Soler, de 39 anos, buscar o tratamento correto, já que São Paulo concentra boa parte dos hospitais de referência para doenças crônicas. Por isso, a cidade recebe pacientes do país inteiro. Quem não tem onde ficar pode contar com as casas de apoio, que recebem o doente e um acompanhante da família, de graça. O contato com as casas é feito pelas secretarias de Saúde ou pelos hospitais.

Até 2012, Fábio e a mãe se revezaram na casa de amigos e parentes. Nesse meio tempo, em 2008, o garoto foi diagnosticado com câncer no fígado e precisou passar por quimioterapia e um transplante de rim no ano passado. “No hospital, a prima do meu marido disse que não daria mais para ficarmos na casa dela. Aí a assistente social me falou sobre as casas de apoio”, conta Cláudia.

Ela e Fábio chegaram à Casa Hope em novembro de 2012. “A Casa Hope me deu um apoio maravilhoso. Eu não tinha onde ficar, como pagar e eu não poderia voltar para o Acre antes de terminar o tratamento dele.”

A casa, que tem capacidade para atender 192 pessoas (somando os doentes e acompanhantes), acolhe crianças de 0 a 18 anos com câncer e transplantadas de fígado e rim e transplantados de medula de qualquer idade.

Em São Paulo, segundo estimativas não oficiais, há cerca de 20 casas de apoio. Não há legislação específica para esse trabalho. As secretarias municipal e estadual de Saúde não têm programa semelhante.

 Enfermeira aluga imóvel e acolhe todo tipo de paciente

A enfermeira Elizete Aparecida Barbosa, de 55 anos, sempre trabalhou na pediatria de hospitais e acompanhou de perto as histórias das mães que vinham fazer tratamento em São Paulo. “Elas tinham o melhor tratamento, mas não tinham como voltar para casa e precisavam passar o tempo todo no hospital”, conta.

Depois de conversar com a irmã, que é assistente social, as duas criaram o Grathi (Grupo de Assistência ao Tratamento e Hospedagem Infantil), em 2001.

“Tiramos a documentação, procuramos um imóvel, eu aluguei no meu nome, fizemos contato com todas as secretarias de Saúde do país avisando que éramos uma casa de apoio”, lembra-se Elizete. “Já atendemos mais de quatro mil crianças”, afirma.

Segundo Elizete, na época, as casas de apoio atendiam apenas crianças com câncer. O Grathi tem capacidade para acolher 15 doentes, com acompanhante, portadores de qualquer doença, exceto as infectocontagiosas, como é o caso de Manoelly, de 1 ano e 7 meses. A menina nasceu com os dois sexos e veio de Sena Madureira, no interior do Acre, com a mãe, Fátima da Silva Dias, de 39, passar por cirurgia no Hospital São Paulo.

Depoimento
Cláudia Bonfiglioli,
presidente da Casa Hope, fundada por ela em 1996

‘O câncer é uma doença da família’

Eu trabalhei dez anos no Hospital do Câncer, quando ele ainda era um hospital beneficente. E comecei a perceber esse problema das crianças que vinham de outros estados e não tinham onde ficar. E eu pensei em um jeito de essas crianças ficarem em um lugar que não fosse um hospital, mas que fosse uma casa que as acolhessem junto com um familiar, de tal forma que elas pudessem aprender outras coisas, tivessem uma escola, cursos de capacitação para as mães e um amparo psicológico. Na camada pobre da população, o que impacta não é só a doença. A própria condição social já é impactante. O câncer cai como uma bomba. E o câncer é uma doença da família. E como é uma doença crônica, os retornos para São Paulo passam a ser frequentes. Com o tempo, percebemos que um grande impedimento para as pessoas voltarem para São Paulo para dar continuidade ao tratamento era a passagem. Hoje, temos uma parceria com a TAM, que faz o transporte dos nossos pacientes.

COMO AJUDAR

Grathi
A casa fica na Rua Alberto Leal, 110, no Jabaquara, Zona Sul. Outras informações no site http://www.grathi.org.br ou pelo telefone (11) 2639-2580.

Casa Hope
Fica na Al. dos Guainumbis, 1.027, Planalto Paulista, Zona Sul. Bazar permanente: Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 918, Vila Mariana, também Zona Sul. Site: http://hope.org.br.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 23/6/2013 DO DIÁRIO DE S.PAULO


No começo das manifestações, a demora para alcançar 5 mil pessoas era de um dia, segundo monitoramento da agência Today

Carol Rocha
carol.rocha@diariosp.com.br

“Essa é a manifestação das redes sociais. Sem elas, não teríamos as características que essa manifestação teve”, afirma Adilson Batista, presidente da Today, agência de mídia pós-digital. E a tendência é que o movimento ganhe cada vez mais força com a ajuda da internet. “No começo dos eventos, os convites no Facebook levavam quase um dia para ter cinco mil confirmações. Agora, esse número é atingido em 20 minutos. É uma velocidade absurda”, diz Batista.

Para ele, sem as redes sociais os protestos não teriam ganhado a dimensão atual. “Isso não ocorreria porque não existe um tema suficientemente forte com uma liderança fortemente identificada, como foi o caso das Diretas Já, por exemplo.”

Na onda dos protestos pelo país, as redes sociais têm sido usadas como articuladores coletivos, disseminadores de avisos e da cobertura dos eventos, explica o pesquisador de cultura digital e professor da UFABC (Universidade Federal do ABC) Sérgio Amadeu. “Vários movimentos com vínculos solidários, que eram pequenos, ganharam corpo a partir das redes sociais. Pequenos articuladores formam grandes laços.”

E, segundo o pesquisador, a repressão policial ocorrida na segunda manifestação em São Paulo mobilizou ainda mais o país. “Existe um sentimento das pessoas, diversos laços de solidariedade. Há uma série de conjunturas favoráveis (para os protestos)”, afirma.

Partidos políticos precisam aprender a interagir nas redes

Os partidos políticos já descobriram o poder das redes sociais e têm investido pesado na internet, principalmente em épocas de campanha. Porém, os resultados nem sempre são os desejados. “Na internet, quanto mais espontâneo (o conteúdo), melhor. Os partidos trabalham demais, contratam analistas, fica meio artificial. Quanto mais tenta coordenar, é pior”, afirma Soninha Francine, ex-candidata à Prefeitura de São Paulo em 2012 e coordenadora da campanha de internet de José Serra (PSDB) nas eleições de 2010. “A graça é não saber de onde vem o conteúdo”, diz.

Para Leão Serva, jornalista responsável pelas ações na internet da campanha de Serra em 2012, “uma semente que se planta num terreno ruim não viceja. Num terreno bom, ela dá frutos. É a mesma semente”. Neste caso, a semente é a rede social e o terreno ruim é a relação que os políticos têm com o eleitorado. “As mídias sociais têm como característica a colaboração. Os políticos têm de aprender a usar as redes não para repetir o que fazem na televisão. Na internet, há emissão e recepção. É preciso interagir.”

entrevista
Jacqueline Lafloufa_
representante do coletivo Repórter da Internet

‘O mundo virtual ganha as ruas’

O coletivo Repórter da Internet é formado por jornalistas que estão cobrindo as manifestações em São Paulo, especialmente para as redes sociais.

DIÁRIO_ Por que a rede social se tornou uma ferramenta tão importante para uma mobilização histórica?
JACQUELINE LAFLOUFA_ Acreditamos que é nas redes sociais que todos os interessados conseguem ter voz. Não importa se a pessoa está em São Paulo ou em Berlim. É possível participar, comprometer-se com a causa, compartilhar conteúdo e eventualmente ajudar quem precisa.

Que tipo de ambiente possibilitou que a sociedade comprasse esta reivindicação?
Do ponto de vista político, é indiscutível que a população está insatisfeita com os rumos que as decisões nacionais vêm tomando. O aumento de número de internautas, a propagação da banda larga, a telefonia celular, entre outros fatores, possibilitam esse ambiente de interação em tempo real que comporta também a manifestação política e ideológica. A tomada das ruas é a extrapolação do que já se dizia nas redes sociais. É como se o mundo virtual ganhasse uma representação no mundo real.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 19/6/2013 DO DIÁRIO DE S.PAULO


Prefeitura publicou decreto ontem. Carros com até três anos de uso estarão dispensados da vistoria a partir de 2014

Carol Rocha

carol.rocha@diariosp.com.br

A Prefeitura de São Paulo regulamentou as novas regras da inspeção veicular na cidade. Quem passou pela vistoria neste ano já pode pedir o reembolso da taxa, de R$ 47,44. Para ter o dinheiro de volta, é preciso ter sido aprovado na primeira inspeção, além de estar com o pagamento do IPVA, licenciamento e multas de trânsito em dia. A partir de 2014, os motoristas estarão isentos do pagamento da taxa (veja ao lado como pedir o reembolso).

A Prefeitura não soube informar qual é o prazo para receber o dinheiro de volta.

Segundo o decreto, publicado no “Diário Oficial da Cidade”, carros com até três anos de uso estarão dispensados da inspeção a partir do ano que vem. A partir daí, deverão passar pela vistoria a cada dois anos. Para os veículos a diesel e automóveis com mais de nove anos de uso, a inspeção será anual.

Os veículos licenciados em outros municípios que circulam mais de 120 dias por ano na capital, como ônibus intermunicipais e veículos de carga, também serão obrigados a passar pela inspeção. A Secretaria do Verde e Meio Ambiente vai publicar uma portaria sobre como será feita a fiscalização dos carros de outros municípios.

Veículos de coleção, os concebidos exclusivamente para aplicações militares e agrícolas, adaptados para competições, tratores e máquinas de terraplanagem e de pavimentação estão livres da vistoria.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 15/6/2013 DO DIÁRIO DE S.PAULO


Em dez anos, preço de notebooks e desktops caiu 61% e aparelhos saem por R$ 810. Vendas aumentaram 37% em março na comparação com fevereiro

Carol Rocha

carol.rocha@diariosp.com.br

O preço médio dos PCs (computadores pessoais, na sigla em inglês) caiu 61,32% na comparação entre dezembro de 2003 e abril deste ano, segundo pesquisa da Intel. No mesmo período, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), índice que mede a taxa oficial de inflação no Brasil, acumula alta de 81,04%.

A assistente administradora financeira Igraciema Máximo, de 54 anos, comprou um notebook recentemente. “Eu escolhi o modelo, primeiro, pela marca, pela configuração e processador, alinhados ao preço. Precisava conciliar tudo isso. Pesquisei por algum tempo e, quando percebi uma redução no preço, comprei”, diz ela, que pagou R$ 1,6 mil pelo equipamento.

A redução nos valores ocorreu puxada por uma série de fatores que incluem a isenção de impostos para o setor, a fabricação nacional dos componentes e o aumento da escala do mercado brasileiro, que hoje disputa as primeiras posições mundiais em consumo de PCs.

Segundo Barbara Toledo, gerente de Marketing Corporativo da Intel Brasil, o brasileiro, hoje, vê o computador como um divisor de águas, que traz benefícios às famílias. “O importante é definir qual será o uso do computador. Se for para compartilhar com a família, o desktop (computador de mesa) é mais indicado. Se for para uso pessoal de estudantes e profissionais liberais, por exemplo, o notebook é a melhor opção.”

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 14/6/2013 DO DIÁRIO DE S.PAULO


A questão da idade entre os casais muitas vezes, ao invés de atrapalhar, ajuda a equilibrar a relação e evitar conflitos desnecessários

Carol Rocha
carol.rocha@diariosp.com.br

Quando Malga Di Paula nasceu, Chico Anysio já tinha 39 anos e uma carreira que se consolidava no rádio e na televisão. Quando João Felipe Batista Fernandes veio ao mundo, Malga já estava aqui há 14 anos. Essas diferenças, no entanto, não impediram que ela ficasse casada com o humorista, morto no ano passado, por 13 anos e agora invista na relação com Felipe, com quem já se sente casada.

Mas, tanto no mundo dos famosos como na vida dos anônimos, a diferença de idade nos relacionamentos, ao mesmo tempo em que ainda desperta a curiosidade — e algumas vezes o preconceito — da sociedade, pode ser o fator determinante do sucesso da relação.

O DIÁRIO conta hoje, início da semana dos namorados, histórias de casais com diferenças de idade que variam de 17 a 39 anos. Em comum, eles relatam que a maturidade de uma das partes é o que faz a relação dar certo.

De professor da faculdade  a pai dos filhos

Quando Juliana Teures conheceu Luiz York ela tinha 23 anos e, ele, 42. Hoje, aos 35 anos de idade e 11 de casamento, Juliana acredita que a diferença de idade foi fundamental. “A maturidade dele salvou nossa relação”, diz ela. “Passamos por problemas sérios no começo do casamento e, se ele não tivesse maturidade, se fosse um cara mais novo, acho que teríamos desistido.”

A idade só reflete em algumas situações pontuais. “Às vezes eu tenho mais disposição do que ele.” E tem a questão dos gostos. “Eu queria assistir o filme do Renato Russo, mas nem o chamei. Não é da época dele”, ri Juliana.

Luiz, que hoje tem 54 anos, foi professor de Juliana na faculdade de engenharia, mas o relacionamento só começou depois que o curso terminou. “Eu demonstrava interesse. Os meus amigos próximos já tinham notado. Mas ele só me chamou para sair uns dois meses depois que o curso terminou”, conta ela.

“No começo, eu achava que as pessoas olhavam esquisito, mas nunca sofri preconceito”, afirma. “Felizmente nunca passamos por situações constrangedoras. Mas já notei que algumas pessoas estranham quando meu pai apresenta o Luiz como genro, afinal eles têm apenas seis anos de diferença. Inclusive, eles são ótimos amigos.” O casal tem dois filhos, de 6 e 8 anos.

‘As pessoas comentam o quanto a gente amadureceu’

Juntos há pouco mais de um ano, o casal Bruno Freiria, de 19 anos, e Franciane Cotrin, 36, enfrentaram o preconceito da sociedade na cidade de Glicério, no interior de São Paulo. “No começo foi complicado. As pessoas comentavam. Eu não ligava, mas ela se incomodava. O povo fofocava sobre a gente”, conta Bruno. “A família do meu pai, que mora aqui e conhece ela, aceitou mais tranquilamente. Já a família da minha mãe, que mora longe, ainda não entende direito.”

Em outubro do ano passado, Fran teve uma gravidez nas trompas, fato que, segundo Bruno, serviu para deixá-los mais unidos. “Hoje, todo mundo percebe o quanto eu amadureci. Tenho a impressão de que meus amigos continuam na mesma enquanto eu cresci”, diz Bruno.

Fran tem dois filhos de um relacionamento anterior. Um adolescente de 16 anos que mora com os avós e uma menina de 8 anos, que mora com eles. “Eu ganhei experiência e ela conseguiu assimilar algumas coisas que eu pude passar”, diz Bruno. “Hoje eu penso que é do ser humano achar ruim aquilo que ele não conhece.”

‘A maturidade dele nos impede de ter brigas bobas’

Juntos há três anos, o casal de namorados Jéssica Ingrid Ferro, de 22 anos, e Luiz Carlos de Mira, 61, lida bem com a diferença de idade que chega a 39 anos. “Eu o conheci quando tinha 19 anos. Ele era amigo da minha tia. Quando saímos a primeira vez, eu pensei que ele tinha uns 48 anos. Mas aí ele me contou que tinha 58 e eu achei engraçado”, conta Jéssica, que garante não ter tido problemas com os pais. “Ele foi o primeiro namorado sério que apresentei para minha família.”

Luiz já foi casado e tem uma filha da idade da namorada. “A gente se dá bem”, afirma ela. “Toda vez alguém pergunta se somos pai e filha. Já estamos acostumados”, diverte-se Jéssica.

“Algumas pessoas acham que estamos juntos por interesse, mas a gente não dá importância. Já estamos juntos há três anos. Os amigos e a família aceitam e é isso que importa”, diz Jéssica. “E a maturidade dele nos impede de ter brigas bobas.”

O único problema, até agora, é que Luiz não pensa em casamento novamente. “Ele já teve uma família e não deu certo. E eu penso nisso, embora ele não goste de tocar no assunto. Ainda terei de convencê-lo”, planeja a namorada.

Escolha leva em conta centenas de atributos

Os homens brasileiros são, em média, três anos mais velhos do que as mulheres. “E quando eles casam pela segunda vez,  buscam mulheres, em média, oito anos mais jovens”, explica o psicólogo clínico Ailton Amélio da Silva. Segundo ele, um estudo internacional feito com 37 culturas diferentes apontou que os homens são ligados à aparência e, a mulher, ao sucesso. Mas a teoria que rege a escolha de parceiros, chamada homogamia, explica que as qualidades e os defeitos têm pesos diferentes para cada um. “O cérebro mede isso inconscientemente. Cada atributo tem um peso e a idade é apenas um dos múltiplos atributos”, diz Aílton. De modo geral, os casais são iguais em quatro pontos: faixa etária, nível de escolaridade, raça e religião. “A diferença pesa mais nos extremos. Por exemplo: uma menina de 15 com um homem de 30 é diferente de uma mulher de 40 com um homem de 55”, explica. “Mas se as partes encaram as consequências, é isso o que importa”, reflete o psicólogo.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 9/6/2013 DO DIÁRIO DE S.PAULO

 


Marina e Tatiana abandonaram seus empregos ‘convencionais’ e hoje, de bicicleta, vendem flores pelas ruas de Pinheiros e da Vila Madalena

Carol Rocha

carol.rocha@diariosp.com.br

Há alguns anos, Tatiana Pascowitch, de 39 anos, tinha uma ideia engavetada: fechar a agência de comunicação da qual era proprietária para vender flores pela cidade. “A princípio, a ideia era andar de Kombi vendendo flores. Parar nas casas, tocar a campainha e vender flores e plantas”, conta. “Mas aí o trânsito da cidade parou e tive a ideia de usar bicicleta para facilitar o trajeto.”

No ano passado, Tatiana conheceu Marina Gurgel Prado, 27, que havia acabado de pedir demissão do emprego em um jornal. “A Marina é amiga de uma parente minha e acabamos nos conhecendo. Contei minha ideia e ela topou”, diz Tatiana. “Eu já tinha o nome – A Bela do Dia –, já tinha o logo e aí compramos as bicicletas.”

Desde abril, as duas podem ser vistas com suas bicicletas cheias de flores pelas ruas de Pinheiros e da Vila Madalena, ambos na Zona Oeste, de terça a sexta-feira, das 12h às 16h.

“No primeiro dia na rua, nós ficamos superapreensivas. O principal foi o medo sobre o que as pessoas iam achar, de fazermos papel de boba. Mas foi tenso só chegarmos no primeiro restaurante porque as mulheres começaram a perguntar o que é isso e tal”, conta Marina. “Normalmente, as pessoas ainda acham que fazemos entrega de uma floricultura. E aí a gente fica: ‘Oi, quer comprar uma flor? Quer comprar um cacto?’”

“A nossa proposta é levar flores de volta para o dia a dia das pessoas. Buscamos um formato em que as pessoas possam comprar flores toda semana”, explica Tatiana. Os minivasinhos custam R$ 5. Os arranjos maiores podem variar de R$ 25 a R$ 30. Para facilitar a venda, as bikes são equipadas com máquinas de cartão de débito. Também é possível fazer o pedido por e-mail (flores@abeladodia.com) ou pelo telefone 98208-2194.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 9/6/2013 DO DIÁRIO DE S.PAULO


Consórcio vencedor de licitação vai implantar novo modelo de circulação e reorganizar entrada e saída de veículos. Serão instaladas 300 câmeras

Carol Rocha

carol.rocha@diariosp.com.br

A Ceagesp, maior entreposto de alimentos frescos da América Latina, terá um novo modelo de circulação viária que promete melhorar não só o fluxo interno como os da Marginal Pinheiros e da Avenida Doutor Gastão Vidigal, na Zona Oeste. Além disso, o local vai ganhar 300 câmeras de vigilância para monitorar em tempo real seus mais de 700 mil m². As melhorias serão entregues em outubro. Outra novidade é que o entreposto passará a cobrar R$ 3,70 pela permanência de veículos utilitários e caminhões de até dois eixos no local. O valor valerá por até quatro horas.

“As portarias serão reformadas e o entorno ficará melhor porque não haverá represamento de veículos na entrada e saída de estacionamentos”, explica Roberto Meira, presidente da C3V (Companhia de Concessões em Circulação Veicular), consórcio vencedor da licitação aberta em 2012. “O local terá mais segurança contra furtos e pequenos roubos que eventualmente acontecem aqui e será possível acionar a segurança imediatamente, se for o caso.”

Segundo a C3V, a área central do entreposto, onde está o pavilhão do MLP (Mercado Livre do Produtor), será contornada por uma rotatória de mão única, em sentido anti-horário. Duas faixas serão destinadas à circulação de veículos, sem interrupção no fluxo (veja mapa ao lado).

O C3V vai investir R$ 25 milhões nas obras e terá oito anos para explorar o local. “Do total de investimentos, cerca de 20% serão em obras e 80%, em software e tecnologia”, diz Meira. O consórcio receberá o retorno deste investimento com a cobrança pelo estacionamento de utilitários e caminhões.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 6/6/2013 DO DIÁRIO DE S.PAULO


Na capital, 62% dos recursos interpostos pelos motoristas contra multas emitidas pelo DSV e 60% dos pedidos feitos ao Detran são indeferidos

Carol Rocha

carol.rocha@diariosp.com.br

Recorrer das multas aplicadas pelo Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito) e pelo DSV (Departamento de Operações do Sistema Viário) é mais difícil do que enfrentar o trânsito da capital. “O motorista sempre sai em desvantagem”, diz o advogado especialista em direito de trânsito Henrique Serafim Gomes. Isso porque os órgãos trabalham com o princípio da veracidade das informações, ou seja, na teoria, o agente que aplica a multa agiu corretamente (veja entrevista abaixo).

Por isso, antes de enviar o recurso, o motorista deve reunir o máximo de provas. O DSV orienta que em casos de improcedência da multa, é importante comprovar que o veículo, e não o seu proprietário, não esteve no local. Também é necessário anexar fotos do veículo (da frente, da traseira e lateral) para que os membros da Jari possam identificar o equívoco.

No caso de multa de rodízio, por exemplo, não basta dizer que houve um falecimento de alguém da família. É preciso enviar documentos que comprovem o fato. Isso vale também para situações consideradas emergências médicas (não confundir com consulta programada), como parto e alta hospitalar. Segundo Gomes, o Detran não aceita o argumento de que o motorista não recebeu a notificação no prazo legal, de 30 dias. O condutor deve ir pessoalmente ao Detran ou DSV para recorrer das multas, e não enviar cartas.

Também é importante identificar o órgão autuador (Detran ou DSV). A informação consta no auto de infração. O motorista pode apresentar dois tipos de contestação: a defesa prévia e o recurso. A primeira é utilizada quando a multa contém erros na marca, cor ou placa do veículo ou está com o endereço da autuação incompleto, por exemplo. A segunda serve para questionar o mérito da multa. Neste caso, é preciso entrar com recurso na Jari (Junta Administrativa de Recursos de Infrações).

O DSV fiscaliza as infrações municipais, como desrespeito ao rodízio, excesso de velocidade, uso do cinto de segurança etc. O Detran é responsável por algumas das autuações feitas pela Polícia Militar.

No caso das multas mais comuns, é difícil provar que a situação não ocorreu. “Um motorista que dá passagem para uma ambulância ou carro de polícia e avança no sinal vermelho consegue provar isso como?”, questiona o advogado. O Detran e o DSV não responderam até o fechamento da edição.

Entrevista – Henrique  Serafim Gomes_advogado especialista em Direito de Trânsito

‘Não basta argumentar’

DIÁRIO_ Quais são os erros mais comuns ao recorrer de multa de trânsito?

HENRIQUE SERAFIM GOMES_ O maior erro é que não basta argumentar, tem que provar a situação. Mas, na maioria dos casos, isso é muito difícil. Por exemplo: se o motorista avançou no sinal vermelho para dar passagem a uma ambulância e foi multado, como ele prova?

Ou seja, o motorista sempre está em desvantagem quando o assunto é multa de trânsito?

Sim. Os órgãos de trânsito trabalham com o princípio da veracidade da informação. Ou seja, o agente de trânsito, na teoria, agiu corretamente ao aplicar a multa. É o motorista quem tem de provar que o agente errou.

E há também uma crença popular de que existe cotas que os marronzinhos são obrigados a cumprir

Sim, existe mesmo uma cota, mas não no sentido de prêmio. Os agentes não ganham comissão por multa. O que existe são estatísticas. Ou seja, em determinado cruzamento, o índice de multas diárias é de cem, por exemplo. Se o agente que está lá aplica dez multas em um dia, algo está errado. Ou o índice de infrações diminuiu muito — e é preciso estudar isso — ou o agente não trabalhou, ficou tomando café e batendo papo ao invés de fiscalizar o trânsito. A cota que existe é nesse sentido.

O índice de recursos deferidos é razoável, o senhor concorda?

Eu acho que esses números, tanto do Detran quanto do DSV, estão inflados. Eles não têm estrutura para analisar todos os recursos. As cartas simples enviadas pelo Correio, na maioria das vezes, nem são abertas. O ideal é protocolar o recurso diretamente nos postos dos órgãos ou enviar carta com aviso de recebimento.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 4/5/2013 DO DIÁRIO DE S.PAULO


Carol Rocha

carol.rocha@diariosp.com.br

Os mini-heróis em tratamento no Hospital A. C. Camargo Cancer Center ganharam uma ajuda na luta contra o câncer. Os super-heróis da Liga da Justiça Batman, Lanterna Verde, Mulher Maravilha e Super Girl invadiram o departamento da oncologia pediátrica para ajudar a aliviar o sofrimento da quimioterapia.

A ala da pediatria foi toda ambientada com adesivos que vão até o tamanho real dos personagens e os recipientes utilizados na quimioterapia ganharam uma nova roupagem com os símbolos dos super-heróis. Em breve, também será lançada uma série especial de desenhos animados e gibis, na qual os próprios personagens vivem uma história semelhante a das crianças internadas e se recuperam por meio da Superfórmula (nome dado à quimioterapia combinada com o simbolismo dos personagens).

Vinda de Manaus há seis meses para tratar a leucemia da filha, Isabella, de 8 anos, a arquiteta Simone da Silva Lima, de 38, aprovou a iniciativa. “Eu achei maravilhoso. Para eles foi muito bom. Tinha um paciente aqui que amava o Capitão América. Então, tem essa ligação”, diz. Já Isabella gosta da Mulher Maravilha “porque ela é muito forte e voa”, diz a menina, que desliza pelos corredores do hospital usando o suporte da quimioterapia como “patinete”.

“Eu achei a ideia de usar os personagens excelente e original. Hoje em dia, há várias iniciativas de humanização, mas eu nunca tinha visto algo parecido”, diz a diretora de Oncologia Pediátrica do A. C. Camargo, Cecília Lima da Costa. Segundo ela, somando todos os tipos de câncer infantil, hoje a chance de cura é em torno de 80%. “Mas, apesar de termos evoluído muito no tratamento, ele ainda é longo e sofrido. Tudo o que a gente pode fazer para torná-lo menos sofrível vai ser melhor para a criança, que adere muito mais”, explica a médica.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 30/5/2013 DO DIÁRIO DE S.PAULO


Órgão pretende gravar as provas práticas de direção ministradas pelas autoescolas da cidade

Carol Rocha

carol.rocha@diariosp.com.br

O Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo) quer coibir as fraudes e tornar mais rigorosa a avaliação dos futuros motoristas que passam pelas autoescolas do estado. Para isso, o órgão estuda formas de aprimorar a fiscalização dos exames práticos de direção veicular por meio de monitoramento com equipamentos eletrônicos.

No último dia 16, o Detran lançou um chamamento público para que as empresas detentoras da tecnologia necessária demonstrem interesse no projeto para posterior licitação e contratação.

Atualmente, a prova prática é monitorada apenas pelo examinador da autoescola, que acompanha o candidato durante o teste. O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) não obriga o monitoramento eletrônico das provas práticas.

Segundo o Detran-SP, ainda não estão definidos o formato ou a data de início do monitoramento nos veículos de teste, mas a expectativa é ter ao menos três câmeras no veículo.

Este ano, algumas autoescolas foram pegas cometendo fraude ao usar digital de silicone para burlar o sistema que registra a presença do aluno nas aulas obrigatórias. Também já foram flagrados casos em que o instrutor preenche a prova escrita para o aluno ou insere dados falsos no sistema do Detran. Em caso de suspeita de irregularidade, o departamento de trânsito orienta denunciar à ouvidoria do órgão pelo site http://www.detran.sp.gov.br , na aba “Detran”, link “atendimento”. Na capital, de janeiro a junho de 2012 (os últimos dados disponíveis), foram aprovados 94.050 (76%) dos candidatos a motorista e reprovados 29.222 (24%) alunos.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 28/5/2013 DO DIÁRIO DE S.PAULO




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